Mother’s Milk: 30 anos da consolidação do Red Hot Chili Peppers

Nesta sexta-feira, no dia 16 de agosto, completa 30 anos de lançamento do disco que consolidou a formação clássica de uma das maiores bandas de rock em atividade: o Red Hot Chili Peppers. Desfalcados com a perda do guitarrista Hillel Slovak, devido a uma overdose de heroína, e a saída do baterista Jack Irons, Anthony Kields e Flea tinham que procurar novos membros. E nessa procura acharam o que procuravam: Chad Smith e John Frusciante.

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A mistura certa de pessoas diferentes trazendo seu estilo pessoal de maneira a fazer uma grande obra de arte foi a responsável pela mágica das maiores bandas que já vimos, e quando o Red Hot encontrou a mistura que ia fazer sua banda se tornar especial o resultado não foi outro. Durante as composições, muitas músicas surgiam orgânicamente, com jams da banda, sem nenhuma intenção prévia, mostrando a mágica da formação em prática. Mágica esta vinda do Slap Bass de Flea, da guitarra estilo Jimi Hendrix de Frusciante, dos vocais ora falados e hora peculiarmente melódicos de Anthony, e da sólida bateria funk-rock de Chad.

Mother’s Milk é um grande disco, uma porrada funkyada que vendeu 5 milhões de cópias, levando a banda a um patamar muito mais elevado. Os maiores destaques são Knock Me Down, Taste The Pain e Higher Ground (cover de Stevie Wonder), e o álbum ainda conta com um outro cover: Fire, de Jimi Hendrix, que é a grande influência de John Frusciante na guitarra.

Talvez Mother’s Milk não seja o melhor disco do Red Hot Chili Peppers, mas virou completamente o jogo para a banda em termos de som e popularidade, que construiram o Red Hot que conhecemos hoje.

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Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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