Os 40 anos de “Off The Wall”: A obra prima que está no mais alto degrau da história da música Pop.

No dia 10 de agosto de 1979, em outras palavras, há exatamente 40 anos atrás, foi realizado o lançamento do disco preferido de todos os tempos do autor destas mal traçadas linhas que você está lendo neste momento. Trata se do álbum/obra prima “Off The Wall”, do Rei do Pop, Michael Jackson, o quinto disco solo de sua carreira, e o primeiro solo pós Motown, já maior de idade.

Para mim, “Off The Wall” é o disco que inventou o Pop moderno como nós o conhecemos hoje. Devido ao gigantesco impacto cultural de “Thriller” (1982), é sempre esquecido que em 1981, “Off The Wall” era até então, o disco mais vendido de todos os tempos por um artista negro, e o mais importante, venceu o teste do tempo, e continua cada vez mais vivo e atual, influenciando grandes artistas contemporâneos como Bruno Mars, Justin Timberlake, Beyonce, Pharrell Williams e The Weeknd.

Neste disco, Michael levou ao mundo uma poderosa e intrincada fusão de afiadas batidas de Disco Music, Funk, Soul, baladas arrasadoras, e refrões descomplicados de Pop Music, que reinventou o vocabulário sonoro do R&B. Clássicos inesquecíveis como o frenético e irresistível balanço Disco de “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, a cadência Pop/Soul/Disco relaxante de “Rock With You”, a poderosa pegada Funky/Groove intensa de “Workin’ Day and Night” e “Get On The Floor”, a levada Soul deliciosamente Pop da faixa título “Off The Wall”, a cativante e divertida “Girlfriend” (Composta pelo lendário Paul McCartney), a lindíssima balada clássica e romântica “She’s Out Of My Life”, de uma riqueza melódica e harmônica incrível (Muitos consideram uma das maiores e mais emocionantes interpretações vocais da carreira de Michael, onde ele canta como se estivesse a caminho de encontrar um exército de anjos na ante-sala de Deus), o incrível clima viajante e soturno Jazz/Soul de “I Can’t Help It” (Escrita pelo genial mestre Stevie Wonder, que Michael interpreta com uma elegância fascinante, como um autêntico cantor de Jazz mesmo), a maravilhosa sensibilidade Pop de “It’s the Falling in Love”, e finalizando com a poderosa “Burn This Disco Out”, numa fusão arrebatadora de Disco/Funk. Com tudo isso, o disco transita entre o Funk, R&B, Pop, Disco Music e o Soft Rock/AOR com excelência!

Todo esse reportório magnífico, com maravilhosas composições de Michael, e mais um time de compositores do nível de Paul McCartney, Stevie Wonder e Rod Temperton, unido a produção magistral do maestro Quincy Jones, e mais uma banda incrível formada pela nata dos músicos de estúdio da época, como os tecladistas/arranjadores Greg Phillinganes, George Duke e David Foster, o baixista Louis Johnson, o baterista John Robinson, o lendário percussionista brasileiro Paulinho da Costa, os guitarristas David Williams, Wah Wah Watson e Larry Carlton, e mais outros músicos de primeira linha. Tudo isso faz com que “Off The Wall” seja na minha opinião, uma das obras musicais mais perfeitas da história!

Com vendas estimadas em mais de 35 milhões de cópias mundialmente, “Off The Wall” ainda transpira genialidade absoluta até hoje, uma verdadeira obra prima que funcionou como uma pedra de Rosetta para tudo o que se foi feito depois no R&B e no Pop.

Autor: Felipe Silva

28 anos, paulista, corinthiano, e o mais importante, consumidor compulsivo de música! Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, MPB, que a música boa seja exaltada independente de gênero. God bless you all.

Nenhum pensamento

  1. Meu disco preferido do saudoso MJ, contagiante do começo ao fim. Pra dizer a verdade, ultimamente estou ouvindo mais o Off the Wall do que o Thriller (sinceramente eu me enjoei dele pelo tanto que eu o ouvi nos anos anteriores…)

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