Stand Up e aplauda… 50 anos de um disco magnífico.

Há exatos 50 anos, era lançado um dos discos preferidos da vida deste que vos escreve, o fantástico STAND UP, da banda inglesa Jethro Tull, lançado no dia 25 de julho de 1969.

Quando falamos sobre ”discografias perfeitas”, um termo um tanto quanto pretensioso, lembramos logo de Led Zeppelin. Uma aqui, outra acolá, poderemos citar (tentar!) outras com alguma dificuldade, chegando até a forçar a barra em alguns momentos. Nessa tentativa interminável e utópica de chegar a uma conclusão sobre discografias irretocáveis, o Jethro é uma das fortes candidatas que me vem à cabeça.

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Banda liderada pelo vocalista/flautista Ian Anderson, lança seu disco de estreia THIS WAS em 1968, um disco dominado pelo Blues e o Jazz. Stand Up é um disco totalmente diferente do seu antecessor. O álbum marca a estreia do guitarrista Martin Barre, que substituiu Mick Abrahams (ao sair do Jethro, Mick fundou uma ótima banda de Blues/folk chamada Blodwyn Pig, recomendo que escutem). Completam a formação o baixista Glenn Cornick e o baterista Clive Bunker.

  STAND UP é mais direcionado ao folk, música étnica e hard rock. Mas o Jethro Tull não abandonou totalmente o lado blues  como pode ser observado na ótima faixa de abertura “A New Day Yesterday”, presente em praticamente todos os shows da banda.

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A seguir, ”Jeffrey Goes To Leicester Square” é seguida de uma das músicas mais conhecidas do grupo, o tema instrumental “Bourée”. Baseado em uma peça de J.S. Bach e adaptada para um formato jazzistico, conta com uma belíssima linha de flauta de Anderson. “Back To The Family”  traz um momento hard até então ausente na sonoridade da banda. O lado A se encerra com a bela balada folk “Look Into The Sun” com distorção de voz e guitarra, mostrando toda a qualidade do grupo para criar linhas melódicas e climas instigantes.

O peso volta com tudo na ótima “Nothing Is Easy”. A humorada “Fat Man” com percussões, balalaicas e bandolins tem um toque meio indiano.  Na sequência, “We Used To Know”, um folk rock com um trabalho angelical o violão de tirar o fôlego. A acachapante “Reasons For Waiting”. Outra linda balada folk! O disco se encerra magistralmente com ”For A Thousand Mothers”, mais uma pérola da banda, novamente flertando com o hard rock.

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Fatalmente um dos melhores discos dos anos 60, e olha que a concorrência é grande e pesada, mas a ”Banda da flautinha”, como meu amigo Fernando ”Canalha” descreve, desfila talento e competência na sua obra, adjetivos estes que acompanharam o grupo ao longo da década seguinte, em uma sequência matadora de álbuns de alto nível. Se duvidarem do que leram, aconselho a correr atrás. Boas audições!!!

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

2 pensamentos

  1. Lucas bela resenha! Me fez rememorar um dos grandes trabalhos do Jethro Tull que não teve o devido reconhecimento sendo a sombra dos clássicos da década de 70. Um álbum versátil flertando com muitas vertentes do rock e a entrada de Martin Barre foi determinante para o up grade do Tull. Grande banda, grande álbum..

    1. Muito obrigado, Bruno! Realmente, acho o Stand Up top 5 da carreira do Jethro; muito plural e bem pesado, ainda com as raízes do blues bem forte nele. O Marin destrói, é um dos meus guitarristas favoritos justamente pela capacidade de se adequar a qualquer estilo de som. Volte sempre, meu amigo, abraços!

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