50 anos de uma estreia confusa que abriu caminho para o estrelato.

No longínquo ano de 1969, em outras palavras, há 50 anos, uma das maiores bandas do Rock Progressivo fazia sua estreia, e, por incrível que pareça, ouvindo este debut não parecia que o YES poderia chegar tão longe como chegou. O disco passa longe de ser ruim, mas mostra uma banda meio perdida e sem identidade, tentando encontrar um norte. Nem Rock, nem prog, nem psicodélico tampouco pop, mas, ao mesmo tempo, um pouco de tudo isso. Ficou confuso? Não se preocupe, eles também estavam. Uma baita salada mista.

Formado pelo vocalista Jon Anderson, ainda contava com o tecladista Tony Kaye, o guitarrista Peter Banks, e uma das maiores cozinhas da história da música: Chris Square e Bill Brufford, baixo e bateria respectivamente.

YES 2

O disco abre com a faixa ”Beyond and Before”, o que exemplifica bem o que vos disse na introdução. Não se trata de uma balada e nem de uma música frenética, mesmo quando se inclina para o pop não soa muito como tal. Ela é seguida de ”I See You”, um cover do THE BYRDS cujo não há nada de especial, apenas mais um cover na história do Rock.

“Yesterday And Today” é uma balada bastante delicada e agradável. Do começo ao fim apresenta suavidade em melodias simples e bonitas. Um bom momento do álbum. “Looking Around” já começa de maneira mais animadora e mostrando o Yes progressivo que todos conhecemos (ainda longe da grandeza que mostrariam anos depois). Os teclados de Tony Kaye estão impecáveis. A seção rítmica funciona perfeitamente, os vocais estão maravilhosos e a estrutura é extremamente interessante, com mudanças radicais de andamento e arranjos.

YES 3

”Harold Land” talvez seja o momento mais decepcionante do disco. Uma música extremamente monótona e arrastada. Não acrescenta nada ao álbum. Diferente de ”Every Little This”, um ótimo cover dos BEATLES, excelente versão, bem cativante.

“Sweetness” poderia ser uma boa balada, até é em alguns momentos, mas sabe quando você espera pelo ápice e crescente da música, ele parece que vai chegar mas não chega? Então, é isso o que acontece, o que pode acabar sendo um bom sonífero, mas é uma boa música.

Antes que o disco chegue ao fim, “Survival”, mostra um Yes em uma excelente performance. Tem uma sonoridade clássica da banda, ainda que soando meio verde, é melhor que muito do que foi apresentado até aqui e encerra o disco de forma animadora para o que estaria por vir.

YES 4

Um disco mediano, não chega a comprometer a discografia, mas mostra um Yes ainda tentando se encontrar. Como temos o benefício do tempo, sabemos muito bem que eles fizeram muito mais do que apenas ”se encontrar”. Fizeram história e merecia este registro do disco que começou tudo, mesmo que ele não apresente o nível pelo qual a banda ficara caracterizada. Ouçam e tirem suas conclusões.

text by: @lukaspiloto7twister

YES 1

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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